A MAÇONARIA REAGE

Às vésperas do último 31 de março, data que remete diretamente ao golpe militar de 1964, inicio do mais sombrio período sob regência de uma ditadura (já tivemos outras) no Brasil, a sociedade incrédula acompanhou a postagem da Associação Nacional Maçônica no Brasil (ANMB) que viralizou na internet convocando a população para participar de manifestações de apoio ao 31 de março, pró-ditadura e antirrepublicanas em apoio irrestrito ao presidente Jair Messias Bolsonaro.

Legítimos maçons de todo o país trataram imediatamente de repelir de forma veemente essa atitude da ANMB, que segundo fontes consultadas não tem representatividade para falar em nome da instituição que desde a Idade Média pauta suas ações com base na tríade Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

A citada associação foi criada recentemente (2015) e ao publicar tal manifesto fere os princípios fundamentais da maçonaria que é uma instituição progressista e universalista, portanto alheia às paixões, ambições partidárias e sectarismos.

Paradoxalmente o manifesto assinado pelo presidente da ANMB, Roberto Carlos Concentino Braz, ganha as redes sociais no exato momento em que Jair Bolsonaro exonera o ministro da defesa, General Fernando Azevedo e Silva e por consequência recebe os pedidos de exoneração dos comandantes das três armas: Exército, Marinha e Aeronáutica.

Mesmo reconhecida por sua participação em momentos cruciais da história do Brasil e do mundo a maçonaria sempre procurou agir de forma discreta, o que de certa forma contribuiu para criar esse aspecto de mistério que envolve tudo o que diz respeito a essa instituição povoada por grandes nomes de influência global e pessoas comuns, dessas que cruzamos todos os dias nas ruas, insuspeitas de participarem dessa grande confraria solidária.

Agiram assim na luta pela abolição dos escravos, pela independência do Brasil e na proclamação da República para citar alguns fatos históricos ocorridos em nosso país com liderança comprovada da maçonaria.

Quem são os membros da maçonaria? A resposta para essa pergunta talvez possa ser dada com base em nomes conhecidos do grande público e que revelam a diversidade de ideais que não figurariam numa mesma instituição se ela tivesse viés político.

A relação, em pequena amostragem, vai de D. Pedro I à Vinícius de Moraes, passando por Tiradentes, José do Patrocínio, Fabio Júnior, João Batista Figueredo, Roberto Marinho, Rui Barbosa, Pixinguinha, Gilmar Mendes, Luiz Gonzaga, Gabeira, Paulo Maluf, Fernando Henrique Cardoso, José Wilker, Aleijadinho, Castro Alves, Casemiro de Abreu e milhares de outros.

Os maçons são muitos e só no GOB (Grande Oriente do Brasil) constam mais de 70 mil filiados, mas são estimados em quase 200 mil e todo o país. Esses números não só comprovam a força da maçonaria no seu papel primordial de combater as mazelas sociais e éticas no Brasil, como deixa claro, também, que pseudos neófitos maçons não têm autoridade para falar em nome da instituição e muito menos usar o nome da maçonaria para convocar atos antidemocráticos.

A nota divulgada pela Associação Nacional Maçônica no Brasil usou termos como “salve, salve, 31 de março” e o slogan de Bolsonaro “O Brasil acima de tudo. Deus acima de todos” e, claro, causou grande constrangimento entre os membros honoráveis.

Isso significa dizer que essa história não termina aqui. Terá desdobramentos e quem conhece bem a instituição assegura que essas demonstrações públicas de desapreço pelo bem maior de nossa sociedade, a democracia, não ficará impune.

 

 

Fontes: Rede Comédia

Departamento Institucional Radio Logos/FM

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